quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Quando as regras nos tornam irracionais


No Evangelho de João, 5.1-15, está registrado algo notável que Jesus fez. Um homem enfermo por trinta e oito anos, de uma enfermidade que o deixava inválido, jazia à beira do tanque de Betesda. Havia muitos outros doentes ao lado do poço, porque eles acreditavam que, de tempos em tempos, um anjo descia e agitava as águas. Quando isso acontecia, a primeira pessoa a entrar na água ficava curada.

Jesus chegou até junto do enfermo e perguntou-lhe:

“Queres ser curado?” (V.6.) Ele queria, e Jesus o curou. Depois da cura, o homem pegou o leito onde havia estado por tanto tempo e saiu em direção à sua casa. Aqui poderia ter terminado essa maravilhosa história. Mas o escritor do evangelho acrescentou uma informação que explica a reação dos outros àquele milagre: “E aquele dia era sábado” (v.9).

Tão logo os líderes religiosos ficaram sabendo da cura, não se detiveram um instante sequer para se alegrarem. Nem agradeceram a Deus por ter realizado algo tão extraordinário no meio deles. Ao contrário, ficaram zangados. E disseram ao homem: “Hoje é sábado, e não te é licito carregar o leito” (v.10).

Era de esperar que aqueles líderes ficassem felizes de o homem ter sido curado, livre agora de trinta e oito anos de sofrimento. Mas porque a cura havia sido feita num dia santificado, o sábado, quando Deus havia determinado que não se trabalhasse, eles ficaram irados. Preferiram ver aquele homem enfermo e sem esperança pelo resto da vida a vê-lo receber a benção de Deus no seu dia santo.

A realização desse milagre foi mais uma prova da messianidade de Jesus. Mas seus detratores ignoraram aquela evidência. Viam apenas o radicalismo da atitude e incapacidade de Jesus de se enquadrar nos moldes deles mesmos.

Na época de Jesus, as instituições religiosas já tinham se tornado um complexo de regras e regulamentos, que escravizavam as pessoas, fazendo-as viver para trabalhar em vez de trabalhar para viver.

As regras, necessárias como diretrizes de vida, tinham-se transformado em cadeias. Os regulamentos tinham aprisionado de tal modo aqueles líderes, que eles já não se importavam mais com as necessidades das pessoas.

Há inúmeras pessoas escravizadas por

Jesus rompeu com esses costumes. Aos olhos deles Jesus havia cometido um dos piores pecados. Havia violado a lei do Sabath, e eles não podiam deixar passar em branco uma coisa dessas. Jesus tentou mostrar-lhes a diferença entre fazer bom uso das regras e abusar delas, entre ajudar as pessoas e escravizá-las, e aproveitou a ocasião para informar aos seus ouvintes do seu relacionamento exclusivo com o Pai.

Isto nos mostra outra faceta do estilo de liderança de Jesus. Quando ele via que era preciso que algum bem fosse feito, não parava para perguntar: “Que dia é hoje?” O enfermo precisava ser curado. Jesus colocou a compaixão e a misericórdia na frente das leis.

Alguém, certa vez, expressou isso da seguinte forma:

“Jesus amava as pessoas e usava as coisas, mas os líderes religiosos amavam as coisas e usavam as pessoas. Esse incidente não foi criado para estimular as pessoas a desobedecerem as leis constantemente ou para ficarem contra o “sistema”. Pelo contrário, o que Jesus queria era mostrar muito claramente que as pessoas tem prioridade sobre os regulamentos.

Quando os sinhos param de tocar


Quando Deus nomeou os primeiros Sacerdotes, Arão e seus filhos, Ele teve a grande preocupação em dar detalhes, entre tantos, da roupa que esses deveriam usar na cerimônia de purificação dos pecados do povo de Israel.
Um dos adornos que me chama a atenção, são aqueles que eram pendurados nas vestes Sacerdotais, como se fossem sininhos, para que estes fizessem barulho o tempo todo, enquanto o Sacerdote estivesse dentro do Santo dos Santos, lugar onde somente ele poderia entrar.
Isso era para sinalizar que o Sacerdote estava vivo, pois se esse fizesse algo que desagradasse a Deus, era morto instantaneamente.
Se isso viesse acontecer, o silêncio dentro do lugar Santo imperava. Sinal que o Sacerdote já estava sem vida.
Aquelas pessoas, que pudessem estar fora do Santo dos Santos, ao constatar o silêncio não podiam entrar lá, pois também seriam consumidas pela ira de Deus, tendo esses que puxar o Sacerdote por uma corda, que era amarrada ao seu corpo antes do início da cerimônia.
Esses relatos mostram o grau de importância de nos prepararmos para entrar na presença de Deus. De estar em Sua casa de oração. De louvar o seu nome.
O que mais me intriga nas igrejas, é olhar para o lado e sem um motivo aparente, ver as pessoas de rostos transfigurados, talvez por inveja, contendas, brigas ou desejos não atendidos.
Hoje vemos que muitos se preparam para ir à igreja na frente da televisão, assistindo o "Faustão", "Gugu" ou "Tom Cavalcante". Muitos vão até a esquina da igreja brigando com seu cônjuge, filhos ou até com o motorista ao lado.
Se lermos o Pentateuco, escrito por Moisés, vemos que Deus se preocupa e valoriza muito a maneira que nos acheguemos em Sua Presença.
Deus espera que O adoremos em espírito e em verdade.
Quando os sinos param de tocar, é sinal que você está morto espiritualmente.
Não deixe seus sininhos pararem de tocar.